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Respeito à vida: aula presencial só com vacina

Pelo respeito à vida de professores, trabalhadoras e trabalhadores em geral da Educação e também dos estudantes, não é possível retomar as aulas presenciais antes da vacinação. Segundo informou o Ministério da Saúde em audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o cronograma de vacinas para os trabalhadores da área começa em junho, com segunda dose prevista para setembro.
“Ou seja, mesmo essa previsão do Ministério da Saúde, que pode até não se concretizar dado o atraso na vacinação pelo governo Bolsonaro, mas mesmo ela confirma que há insegurança para a volta das aulas presenciais neste momento”, diz o deputado federal Rogério Correia, que propôs a audiência pública e coordenou os trabalhos na sexta-feira.
O Brasil infelizmente está ainda muito longe de uma zona de conforto em relação à pandemia. O número de mortes até caiu na última semana, mas em um patamar altíssimo: cerca de 3 mil mortes a cada 24 horas. Em qualquer lugar do mundo, um quadro assim exige medidas rápidas para vacinação e também medidas de proteção.
Os números do Ministério da Saúde foram apresentados na audiência pela coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato. Para o terceiro trimestre do ano, 3,4 milhões de trabalhadoras e trabalhadores da Educação já estariam no grupo “prioritário” para vacinação contra a covid. “A gente acredita que conseguiremos aplicar a primeira dose em junho”, afirmou a técnica. “A segunda dose viria em setembro”, continuou ela, frisando que se trata de uma “previsão”.
“Não há sentido em arriscar a vida de tanta gente determinando retorno às aulas presenciais neste momento”, disse Rogério Correia. “Como o próprio governo informa, segurança, mesmo, teremos só após alguns meses.”
CONQUISTA IMPORTANTE
Na última quinta-feira, a Educação conquistou importante vitória: o PL 5595, de retorno obrigatório às aulas presenciais foi retirado da pauta do Congresso. A garantia foi dada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao deputado Rogério Correia e à deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Na ocasião, Rogério, acompanhado de outros parlamentares (além de Alice Portugal, também Israel Batista e Reginaldo Lopes), entregou a Pacheco documento assinado por 113 entidades e pela bancada da Educação da Câmara dos Deputados, contra o PL 5595.

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