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Visita técnica ao acampamento Quilombo Grande, em Campo do Meio

Na segunda (26/11), foi realizada uma visita técnica ao Acampamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio/MG, terreno da falida usina de cana-de-açúcar Ariadnópolis, com a participação de alguns integrantes da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), como os deputados Rogério Correia e Cristiano Silveira, ambos do PT.

Participaram também os deputados federais Adelmo Leão e Valmir Assunção, também do PT, a presidenta da CUT e estadual eleita Beatriz Cerqueira, o procurador do Ministério Público de Minas Afonso Henrique, o reverendo Bernardini, o dirigente estadual do MST Sílvio Neto, a coordenadora regional Tuíra Tule e os assentados locais.

O Acampamento Quilombo Campo Grande possui uma área total de 4 mil hectares, reunindo 450 famílias, cerca de 2 mil pessoas, que moram e produzem variedades de alimentos nas terras. Dessas famílias, 137 não receberam os direitos trabalhistas, quando ainda eram funcionários da ex-usina Ariadnópolis e, por isso, ocupam também essas terras.

De acordo com Tule, mais de mil e cem hectares estão voltados para a produção de milho, feijão, abóbora, amendoim, mandioca e café. Todos os produtos são 100% orgânicos. Inclusive, um produto bastante conhecido do público que consome orgânico, é o Café Guaií. “Nossa produção é sustentável e o café que produzimos é de qualidade. Aqui, temos 1 milhão e 800 mil de pés de café, 400 casas de alvenaria e luz instalada para mais de 350 famílias”, concluiu Tule.

Comitiva comprova produção:

Parlamentares comprovaram in locu a existência das plantações agroecológicas, das árvores frutíferas e da força de trabalho dos trabalhadores rurais da área, os assentados. Para o deputado Rogério Correia, os moradores precisam ser respeitados e não merecem a expulsão: “Eu estive na feira em Campo do Meio, onde, tudo que é produzido aqui, é vendido lá. Os produtos são saudáveis e livres de agrotóxicos, abastecendo os comerciantes, as escolas e as residências da região”, declarou.

A visita durou 4 horas e a comitiva teve a oportunidade de documentar a variedade na produção, a criação de animais, porco e galinha, bem como conversar com as famílias. Mais de 300 moradores se reuniram no galpão antigo da ex-usina para ouvir as autoridades visitantes, que reconheceram a atuação da comunidade e sua produção na área.

“Que venham aqui, pisem nesse chão e conversem com todos vocês! Eles não têm coragem! Não vamos deixar que a luta e o trabalho de vocês seja criminalizado!”, afirmou Cerqueira.

Contra os acampamentos:

São 11 acampamentos que integram a área do Quilombo Campo Grande, cujos primeiros moradores já ocupam as terras há 20 anos, desde a falência da ex-usina. De lá pra cá, outros pedidos de despejos foram feitos, porém, eram despejos parciais e não da extensão total. Em 2015, com a falência decretada, o Governo do Estado publicou um decreto e transformou a área em uma zona especial de interesse social.

Em 07 de novembro, um mandado de reintegração de posse foi expedido pelo juiz substituto Zwiches Esbaille Junior, da Vara Agrária Walter, com o objetivo de verificar a situação dos moradores assentados nos acampamentos.

“Nós estamos vivendo desde o dia 07 de novembro um momento muito triste. Um processo com ilegalidade e de reintegração de posse. Há problemas aí, primeiro, com quem entra com a ação, que é a CAPIA, Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo, e é responsável por uma massa falida, a ex-usina Ariadnópolis. Segundo, o processo de uma tutela de urgência numa reintegração de posse do ano de 2012. E, terceiro, o próprio processo de recuperação da falência da ex-usina, que foi transitado em julgado e considerada, portanto, empresa falida”, desabafou Tule.

Mandato Sempre na Luta
Rogério Correia, deputado estadual
e deputado federal eleito

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