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Vem aí CPI: “Dallagnol e Moro têm muito a explicar após a pandemia. Não poderão fugir a vida toda”

Deltan Dallagnol voltou a ocupar as páginas dos noticiários na última semana. Obviamente por novas e bombásticas revelações mostrando mais absurdas ilegalidades, ao lado do ex-juiz Sergio Moro, à frente da Lava Jato.

O site The Intercept em parceria com a Agência Pública divulgou conversas entre procuradores da força-tarefa com a agente do FBI Leslie Rodrigues Backschies. Dallagnol deu a ela “total conhecimento” das investigações sobre a Odebrecht e Petrobrás. A matéria mostra o apoio ostensivo do FBI para quebrar a Odebrecht e tirar o Pré-sal das mãos da Petrobrás.

O PT entregou à PGR (Procuradoria Geral da República) notícia-crime contra o procurador Deltan Dallagnol por ter cooperado irregularmente com o FBI, a polícia federal dos EUA. Dallagnol é acusado de ter cometido crimes de prevaricação, abuso de autoridade e condescendência criminosa com a cooperação ilegal com os Estados Unidos.

Esta não é a primeira denúncia de irregularidades nos inquéritos da Petrobrás e da Odebrecht envolvendo Dallagnol e sua turma. Em abril de 2019 o deputado federal Rogério Correia convidou Dallagnol a comparecer a uma audiência pública na Câmara. Ele devia esclarecimentos sobre o esquisito fundo bilionário da Lava Jato. Totalizaram R$ 9,3 bilhões das duas empresas.

Porém, Dallagnol fugiu da audiência que teve a presença de representante da Advocacia Geral da União, sem dar ao menos qualquer satisfação. “Dallagnol e Moro usaram a Petrobras como laranja de seu projeto político e ideológico”, pontuou o deputado Rogério Correia.

Houve outra oportunidade para Dallagnol se explicar. Rogério Correia solicitou uma audiência pública em setembro do ano passado com as presenças de Dallagnol, do editor do The Intercept Leandro Demori e do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. Mais uma vez o procurador-chefe da Lava Jato fugiu. Nesta ocasião, o deputado federal Rogério Correia trocou a placa de inscrição de “Deltan Dallagnol” para “Deltan Fujão”.

Vale lembrar também que Rogério Correia apresentou à Procuradoria Geral da República cinco representações contra Dallagnol e sua falta de isonomia. Todas foram negadas pela Corregedoria e o parlamentar recorreu a cada uma. Estas representações foram também encaminhadas ao Conselho Nacional do Ministério Público. O parlamentar mineiro enviou ainda à então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requerimento pedindo afastamento imediato do Procurador chefe da Força-Tarefa da Operação Lava-Jato, Dallagnol, bem como a abertura de Processo Administrativo Disciplinar, para apurar desvios de conduta, além das ilegalidades e arbitrariedades cometidas pelos procuradores envolvidos na citada operação.

Em setembro passado, o deputado Rogério Correia convocou o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro para falar sobre as mensagens de texto trocadas com Dallagnol, reveladas pela VazaJato, com intuito de incriminar o ex-presidente Lula sem nenhuma prova. Foi nítida a interferência do ex-juiz no trabalho do Ministério Público ferindo o princípio da imparcialidade. O deputado Rogério Correia questionou sobre a necessidade de conceder a absolvição sumária de Marisa Letícia. Conforme determina o Artigo 397 do Código Penal, a morte do réu causa a extinção de punibilidade. Rogério Correia perguntou ainda sobre a devolução do iPad de Arthur, netinho de Lula falecido em 2019.

“Não obtive resposta para nenhuma das arguições. Sinal que Moro continua perseguindo e incentiva a perseguição à família do ex-presidente Lula”, diz Rogério Correia. “Mas esta batalha está longe de se encerrar. Pós-pandemia eles têm muito que explicar. Farei novas solicitações para convocar Sergio Moro e Deltan Dallagnol para falar sobre a recente denúncia-crime. Eles cometeram crime no exercício da função e levaram o Brasil à instabilidade política, econômica e social. Não poderão fugir a vida toda”.

Rogério Correia solicitou na Câmara, no final do último mês, uma CPI para Investigar as ações da Lava Jato e suas ligações com o ex-juiz Sérgio Moro. A iniciativa pede abertura de inquérito para investigar o comportamento do ex-juiz Sergio Moro e supostos crimes de condescendência criminosa, prevaricação, obstrução à investigações e advocacia administrativa, cometidos por ele no Ministério da Justiça.

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