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Rogério Correia e sindicatos se unem contra AI 7 do Governo de Minas

Em coletiva na sala de imprensa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado Rogério Correia e representantes do Sindipol, Sindados, Cut e Sindsaúde saíram em defesa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais, Pedro Paulo Pinheiro, mais conhecido como Pepe, que foi preso na manhã desta segunda-feira, na Cidade Administrativa, sede do governo do Estado, ao distribuir informativo aos trabalhadores.

Pepe entregava um informativo que continha um convite para a audiência pública, solicitada pelo deputado Rogério Correia, realizada nessa quarta-feira, 23/10 , que debateu as condições de trabalho dos servidores da Companhia de Tecnologia de Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge). Ele relata que um sargento da Polícia Militar o abordou e informou que não era permitida a distribuição de materiais naquele local, sob o argumento de que era necessária uma autorização prévia. Porém, um segundo policial chegou de forma mais dura e o deteu. “Eu disse a ele que estava exercendo um direito meu, mas o segundo policial me abordou de forma truculenta e me deu voz de prisão”, relata Pepe.

O sindicalista foi encaminhado a delegacia de Venda Nova, onde permaneceu duas horas, e depois foi levado para a delegacia de flagrantes, onde foi aberto um procedimento criminal. A acusação cotra Pedro Paulo é de que ele descumpriu o decreto número 45.357, resolução 7, que diz das normas de segurança para Cidade Administrativa e determina que todo material estanho à Cidade Administrativa, deve ser analisado e devidamente aprovado antes de ser entregue aos trabalhadores.

“É uma verdadeira aberração. São resquícios da época da ditadura militar que nossos governantes ainda tem em suas entranhas”, considera Pedro Paulo. Ele ainda esclarece a necessidade da difusão destas informações. “É fundamental para perdermos qualquer ilusão de que os trabalhadores podem se organizar livremente”, denuncia.

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Fazendo referência ao decreto, Rogério Correia enaltece a condição atual do estado de Minas Gerais: “Estamos vivendo um AI7 em nosso Estado. Tudo aqui é controlado, não podemos permitir isso”, afirma.

A presidente da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, critica esse tipo de ação. “Sindicato não precisa de autorização para entrega de material, porque assim o governo está interferindo nas organizações sindicais. Nós questionamos essa autorização prévia”, declarou. Beatriz Cerqueira ainda convidou para uma nova panfletagem que acontecerá nesta terça-feira, às 9h da manhã, no espaço público do Centro Administrativo da Cidade Administrativa. Nesta manifestação estarão presentes, representantes de diversos sindicatos, como a CUT, o Sindipol, Sindisaúde e Sindados.

A coordenadora administrativa do Sindados, Rosane Cordeiro, contou que havia outra panfletagem na porta da Prodemge, na rua da Bahia, quando ocorreu a prisão no centro administrativo. “A classe trabalhadora precisa se unificar, juntar forças contra essa arbitrariedade e truculência”, opina.

Os representantes do Sindpol e Sindsaúde demonstraram apoio ao caso e afirmaram firmemente que são contra qualquer intervenção deste tipo.

Clique aqui para ver a matéria veiculada pela TV Assembleia

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Comentários

  1. O Censurado - 22 de outubro de 2013

    É importante registrar que, dada a natureza pública da Prodemge, podem advir sérias conseqüências daquilo se debaterá na audiência uma vez que, segundo o Sindados/MG (ver link abaixo), serão tratados inclusive aspectos relacionados a possíveis irregularidades em licitação, ilegalidade no estabelecimento de jornadas de trabalho, gastos de justificativa discutível de aluguel na cidade administrativa quando a empresa dispõe de imóvel próprio, práticas de abuso de poder, assédio moral entre outros.

    http://www.sindados-mg.org.br/files/especial_prodemgeout2013.pdf

    A atual diretora-presidente da Prodemge, e também o ex, Maurício Azeredo Dias Costa – conforme se pode verificar pelo site da justição estadual ( http://www.tjmg.jus.br/ ) no processo de nº 0365188-06.2010.8.13.0024 – são reús num processo de Improbidade Administrativa em razão de supostas irregularidades na contratação de funcionários.

    Vejam o último despacho publicado:

    http://www4.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc_peca_movimentacao.jsp?id=145981&hash=a62c0288d100aec751299ce4dfe8f4c8

    E não se pode esquecer que Isabel Pereira de Souza também é ré numa Ação Popular de R$ 10.700.000,00 – processo TJMG nº 3860652-43.2007.8.13.0024 – relativa a questões do período em que foi presidente da MGI – Minas Gerais Participações S/A (veja dois links a respeito a seguir).

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u89955.shtml

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u89999.shtml

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