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Raquel vai pela lei ou pelo que a Globo quer?

Há um mês e meio estive na PGR em Brasília, juntamente com colegas da Câmara federal. Era um encontro e um pedido de providências à procuradora-geral Raquel Dodge, a respeito do indecente fundo de R$ 2,5 bilhões que Deltan Dallagnol queria criar com dinheiro público, dinheiro que seria gerido pelos próprios procuradores de Curitiba.

Ela nos prometeu pensar com atenção em tudo o que falamos. De lá para cá, a situação só piorou para Deltan. Aliás, piorou muito, chegando ao ápice ontem, quando a Folha deu manchete mostrando que ele trabalhou clandestinamente em investigações sobre membros do Supremo e seus familiares – o que, nunca custa lembrar, é ILEGAL!

Também ontem, a bancada do PT na Câmara acionou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pedindo abertura de inquérito disciplinar para investigar ilegalidades praticadas por Dallagnol.

Alheia a toda essa nova realidade, Raquel Dodge sai hoje em defesa de Deltan, divulgando nota em que nega ter convocado ou participado de reunião de emergência para discutir a situação do procurador e chegando a dizer que ele é “inamovível” no posto de coordenador da Lava Jato.

Data vênia procuradora-chefe, mas nada justifica essa posição. Sequer o fato de a senhora buscar ser recolocada no posto que atualmente ocupa, e daí fazer o impossível para agradar Bolsonaro e o que resta de apoio institucional a Dallagnol, encarnado sobretudo na Rede Globo.

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