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Professores estaduais rejeitam reajuste de 5% e prometem paralisação de 24 horas

No próximo dia 8, categoria fará uma paralisação de 24 horas; professores vão continuar acampados na portaria do Palácio das Mangabeiras, sede oficial do governador

MÁBILA SOARES

JOHNATAN CASTRO

Os professores da rede estadual de Minas rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 5%, anunciada nesta semana pelo governo do Estado. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26) durante uma assembleia da categoria.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas estiveram presentes. Para o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), cerca de mil profissionais de educação foram à assembleia.

De acordo com a presidente do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, a proposta é insuficiente. “O governo insiste em ignorar o piso salário. O piso também prevê um reajuste anual e o governo não respeita isso”, conta.

Os professores alegam ainda que o descongelamento será parcial. Isso porque só há previsão para o pagamento da progressão anual da carreira por desempenho, e não aquela por escolaridade. Além disso, o acréscimo será de 2,5%, abaixo dos 3% pagos até o ano de 2012.

Posição do governo

A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, tem uma outra análise do reajuste dado pelo governo e diz que o aumento médio para os professores será de 19,9%.

“O Governo apresentou o índice de 5% da política remuneratória, vigente a partir de 1º de outubro, mas também antecipou a progressão na carreira. A progressão, que seria prevista para 1º de janeiro de 2016, foi antecipada para 1º de janeiro de 2014. Além disso, em 1º de janeiro de 2014 teremos a terceira parcela do reposicionamento. Então, o aumento médio para os professores será de 19,9%”, destacou Gazzola.

“Ninguém terá menos de 5% e muitos terão até 30% de reajuste nessa soma da política remuneratória, da antecipação e da parcela do reposicionamento”, completou a secretária.

Mais ações

No próximo dia 4, a categoria terá uma reunião com a Secretaria de Educação e Planejamento, às 14h30, na qual será formalizada a posição do sindicato. Já no próximo dia 8, os professores farão uma paralisação de 24 horas. “Nesse mesmo dia vamos ter uma nova assembleia e decidir se entramos ou não em greve”, afirma a presidente.

Os professores vão continuar acampados na portaria do Palácio das Mangabeiras, sede oficial do governador, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Nós temos 12 barracas com até 20 pessoas se revezando”, confirma Beatriz.

Fonte: O Tempo

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