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Presidente da ALMG recebe lideranças de movimentos sociais; Stédile, líder do MST, propõe ações contra o retrocesso

Participantes da reunião agradeceram ao deputado Adalclever Lopes por acolher os militantes. Foto por Clarissa Barçante

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Foto por Clarissa Barçante

Representantes de movimentos sociais que ocupam a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para o ato contra a reforma da Previdência encontraram-se com deputados no Salão

Nobre na tarde desta sexta-feira (31). Liderados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), os participantes agradeceram ao presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), por ter aberto as portas e acolhido os militantes. O protesto será nesta sexta (31), às 17 horas.

O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), João Pedro Stédile, elogiou o presidente Adalclever Lopes “pela coragem de se opor à reforma da Previdência, mostrando que escolheu o lado certo, o do povo”. A presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, por sua vez, agradeceu pela acolhida.

Inconfidência – Durante a reunião, os participantes abordaram os próximos eventos que estão sendo planejados contra as reformas pretendidas pelo governo federal, especialmente a trabalhista e a da Previdência.

João Pedro Stédile disse estar ansioso pela entrega da Medalha da Inconfidência, no dia 21 de abril. “Queremos transformar essa data num ato nacional. (O presidente Michel) Temer transformou todos os brasileiros em Tiradentes, pois quer nos enforcar”, afirmou.

Ainda segundo o dirigente do MST, outra bandeira que os movimentos sociais devem abraçar é a luta contra o projeto de lei que permitirá a venda de terras para estrangeiros. A proposta dará a cidadãos não brasileiros o direito de adquirir até 200 mil hectares na Amazônia e até 100 mil hectares em outras regiões do Brasil, de acordo com ele.

Estado quer acerto de contas com a União

Foto por Clarissa Barçante

Outra luta defendida pelo MST, destacou Stédile, se dá contra a Lei Kandir, que isenta do pagamento de ICMS os produtos e serviços destinados à exportação.

Nesse sentido, o 1º-secretário da ALMG, deputado Rogério Correia (PT), informou que, na próxima quarta-feira (5), haverá um ato reivindicando um acerto de contas entre o Estado e a União. Também disse que será instalada uma comissão extraordinária na ALMG para tratar da lei, que tem retirado recursos dos Estados.

Segundo Rogério Correia, Minas Gerais tem direito a receber mais de R$ 135 bilhões referentes a perdas com a desoneração de impostos sobre as exportações, conforme determina a Lei Kandir. Apesar disso, o governo federal cobra do Estado uma dívida de mais de R$ 87 bilhões. Por isso, o Governo de Minas, com o apoio da ALMG, propõe um acerto de contas.

Também participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Sindicatos dos Metroviários (Sindimetro), dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) e dos Eletricitários (Sindieletro) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf).

 Fonte: ALMG
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