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Oposição destrava votações na Assembleia e governo reabre negociação com servidores em greve

Um acordo entre governo e oposição destravou a pauta de votações no Plenário da Assembleia Legislativa, na última quinta-feira, 14/07, com a reabertura das negociações salariais do governo do Estado com os servidores públicos em greve. A conquista do diálogo com os movimentos grevistas foi fruto de pressão exercida por parlamentares do Bloco Minas sem Censura. Representantes do governo, do bloco de oposição e dos trabalhadores da saúde e da educação se reuniram na Casa Legislativa nesse mesmo dia com o objetivo de buscar um entendimento entre as partes.

Na parte da tarde, o deputado Adelmo Leão (PT), representando o bloco, intermediou conversa entre o governo e o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG). Á noite, houve uma reunião entre os deputados petistas Rogério Correia e Paulo Lamac, representantes do Sindicato Únicos dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e do governo, com a presença da secretária estadual de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

Apesar do acordo firmado com a oposição, o governo não aceitou a reivindicação da categoria a cerca do pagamento do piso da educação. A alegação é de que o valor só pode ser definido depois de decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), que definirá se o valor considerado será o do vencimento básico ou o do salário. “Mesmo reconhecendo que houve avanço na negociação, não ficamos satisfeitos com o resultado da reunião; os professores continuam tendo os seus direitos desrespeitados e as crianças continuam fora das salas de aulas. Vamos continuar acompanhando o diálogo entre governo e sindicatos de todas as categorias para que os servidores sejam de fato respeitados e atendidos em suas necessidades”, disse Rogério.

Enquanto à saúde, o reajuste aprovado foi de apenas 10% (5% em outubro de 2011 e 5% para 2012), contrariando o aumento de 20,7% pedido pelos servidores. Em assembleia, eles decidiram por aceitar a proposta do executivo, mas sem abrir mão de continuar negociando. A categoria pretende continuar em estado de greve. Uma nova assembleia está marcada para o dia dois de agosto,às 14h, no pátio da Assembleia Legislativa.

Votações

Com a presença maciça de professores que acompanhavam os trabalhos legislativos nas galerias do Plenário, os deputados aprovaram o reajuste escalonado de policiais civis, militares, bombeiros e agentes de segurança. O aumento salarial será de 72% até 2015. Além disso, foram aprovadas 22 indicações do executivo. Nesta sexta-feira, os parlamentares votaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), dando início ao recesso parlamentar.

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