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Obras de recuperação lentas na Cidade Administrativa

Além do conserto do piso, outras intervenções estão em curso, como a reparação das passarelas de acesso aos prédios

Humberto Santos – Repórter – 27/03/2011 – 03:51

Renato Cobucci

O complexo custou R$ 1,2 bilhão, mas tem problemas no piso e na drenagem do jardim

Um ano após ser inaugurada e nove meses após o Hoje em Dia mostrar que o piso do pilotis da Cidade Administrativa estava trincado, as prometidas obras para a recuperação do acabamento ainda não foram concluídas. O Governo do Estado informou que os problemas estão sendo “corrigidos”, mas não estipulou prazo para o término das intervenções.

O problema dos pisos externos dos três prédios que compõem o complexo administrativo estadual – Minas, Gerais e Tiradentes -, é que a granitina (acabamento argamassado com aparência de granito branco) apresenta uma série de fissuras. Quando apareceram, as rachaduras levantaram até a suspeita, entre os servidores, de um possível problema estrutural na obra.

Especialistas calculam que se o piso todo fosse arrancado e refeito o custo seria de cerca de R$ 1,5 milhão.

Por meio de nota, o Governo explica que as fissuras em uma “pequena parte” dos pisos “impactaram somente no aspecto de acabamento da obra” e que as rachaduras estão sendo reparadas.

“As fissuras de maior expressão estão sendo corrigidas por meio da substituição das placas afetadas”, diz o texto.

No pilotis do Palácio Tiradentes – local onde o governador Antonio Anastasia (PSDB) despacha diariamente -, uma grande área está isolada, em obras. Na última sexta-feira, uma máquina alisadora, que é utilizada para dar acabamento em pisos -, estava “parada” dentro do espaço delimitado.

Além do conserto do piso, outras intervenções estão em curso, como a reparação das passarelas de acesso aos prédios. Alguns trechos dos caminhos que cortam o imenso jardim estão trincados e equipes trabalham para eliminar o problema, ainda sem solução.

A drenagem do gramado também foi ajustada para poder escoar as águas pluviais. As chuvas fortes do início do ano chegaram a alagar a garagem subterrânea, obrigando o governo a rever o projeto de drenagem do local. Para resolver o problema, foram instaladas canaletas ao lado da rampa da garagem.

De acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão, é “normal” em uma obra deste porte que os problemas sejam “percebidos” quando as pessoas ocupam o espaço.
A assessoria do Governo informa ainda que a correção dos problemas não vai custar nada aos cofres públicos. “O custo dessas intervenções é de responsabilidade dos consórcios (construtores), pois integram as garantias contratuais dos contratos firmados”, diz a nota.

Construída em tempo recorde, apenas 15 meses, e a tempo de o ex-governador e agora senador Aécio Neves (PSDB) inaugura-la, o Governo do Estado declarou um gasto com as obras de R$ 948 milhões. Outros R$ 280 milhões foram gastos em serviços e equipamentos contratados por meio de licitações públicas, totalizando R$ 1,2 bilhão.

As obras tiveram início em janeiro de 2008 e foram inauguradas por Aécio no dia 4 de março, data do centenário de nascimento de Tancredo Neves (morto em 1985), que dá nome ao complexo.

A área requereu grandes esforços de infraestrutura, envolvendo a dragagem do barramento, aterro, escavação e fundações profundas, devido ao solo pantanoso do terreno de 804 mil m² do antigo Hipódromo Serra Verde.

Fonte: Hoje em Dia

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