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O ódio matou a política, agora, mata pessoas

Por Rogério Correia,
deputado federal (PT-MG)

O ódio ajudou a eleger presidente da República um deputado federal do baixo clero, um sujeito inexpressivo em 28 anos de Câmara que não teve sequer um projeto para chamar de seu. Mais do que Haddad, Ciro, Marina ou Boulos, o grande derrotado em 2018 foi a política. A Política entendida como a busca de soluções práticas para melhorar a vida do povo, regada a conversas, recuos, avanços, idas, vindas… Ela foi a derrotada pelo ódio.

O ódio que matou a política em 2018 mata agora pessoas. Ele é capaz de desdenhar uma pandemia que assusta todo o mundo, atraindo a atenção dos mais renomados cientistas globais. Sem sequer queimar a cara, o ódio ignora alertas racionais enquanto adere a conspirações de astrólogos, politiqueiros milicianos e playboys insensíveis na meia-idade…

O ódio quer matar pobres, sempre eles, a vítima preferencial. O ódio, personificado em Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Sergio Moro, Weintraub e companhia, trabalha diariamente contra o que chama de “histeria” com relação ao coronavírus. Ao mesmo tempo prepara sacrifícios para impor ao povo. Redução de salários. Fim das férias. Ameaça ao 13º salário.

É o ódio ao Congresso, aos deputados e aos senadores, menos, é claro, os parlamentares puxa-sacos do rei “mito”, aqueles também incapazes de apresentar projetos mas eficientíssimos nas redes sociais de ódio.

O ódio à ciência, aos pesquisadores, todos comunistas…

O ódio aos servidores públicos, do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, todos preguiçosos e sanguessugas…

O ódio às políticas públicas, ao Bolsa Família, a ações estatais para minorar a miséria, coisas de gente preguiçosa…

O ódio à imprensa, que insiste em inventar fatos para prejudicar o governo salvador.

O ódio aos brasileiros, o amor aos americanos. O ódio à cultura, o elogio das armas.

O ódio vencedor em 2018 e insistente neste 2020 pandêmico é mudo ao falar do lucro dos bancos. Ou das grandes empresas. É covarde com as milícias. Tem medo dos Estados Unidos mas fala grosso com Cuba.

É um ódio que mata!

Vencer esse ódio é tarefa fundamental para quem defende a vida, não a morte. Não passará!

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