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Numa democracia verdadeira, Gleisi nem a julgamento iria. Inquérito é repleto de aberrações

O julgamento da senadora Gleisi Hoffmann, que ocorre hoje no STF, é daquelas coisas inacreditáveis que só ocorrem em países com democracia de fachada. Como infelizmente é a nossa, depois do golpe que pôs no poder um reconhecido chefe de quadrilha como Temer e na cadeia o maior líder político do país, mesmo sem uma única prova.

Antes de mais nada, cabe lembrar que, apenas um dia antes do julgamento, como a zombar do país, a PGR pediu e obteve prorrogação de 60 dias nos inquéritos do senador (ainda) Aécio Neves, do PSDB. Aécio é aquele mau perdedor que é responsável direto pelo caos no Brasil de hoje, e é também o sujeito pego com a boca na botija pedindo propina e combinando um jeito de buscar a grana, em áudios e vídeos que envergonharam a nação.

E Gleisi? O que há contra ela? Nada, além de ser a presidenta nacional do PT e a líder inconteste do grande movimento pelo Lula Livre. Gleisi Hoffmann paga por isso, como se crime fosse. Seu processo é uma aberração jurídica, incorporando novidades como delações que vão se transformando ao longo do tempo, de acordo com a direção do vento. As acusações contra a senadora não têm qualquer base factual, mas sustentadas apenas em delações — e é obrigatório lembrar que as delações da Lava Jato são movidas a interesses financeiros, como bem vem denunciando o advogado Tacla Durán.

As delações que tentam incriminar Gleisi Hoffmann esbarram sempre em fatos que as contradizem. Sequer a agenda de compromissos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, continha um único evento relacionado a Gleisi ou seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.

Nada disso, porém, importa. Mídia e os setores partidarizados (leia-se PSDB) do Judiciário apostam na desinformação da população, estimulada por manchetes sensacionalistas que não raramente são desmentidas pelo próprio texto da “notícia” que vem a seguir.

Somos solidários a Gleisi, em primeiro lugar, porque a democracia verdadeira exige essa posição. Tão importante quanto, estamos ao lado da senadora paranaense também porque ela é vítima, mais uma, de uma Justiça partidária. Aliás, que Justiça é esta, meu Deus?

Por Rogério Correia,
deputado do PT

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