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Dia em Brasília mostrou que Minas está unida em defesa da Cemig

09/08/2017

O dia em Brasília da Frente Mineira em Defesa da Cemig serviu para mostrar, sobretudo, que Minas Gerais está unida em defesa de sua maior empresa. Segundo o coordenador da Frente, o deputado Rogério Correia, do PT, a tentativa de privatização da empresa pelo governo Temer serviu para colocar na luta pelo mesmo objetivos segmentos que muitas vezes estão em lados opostos.

“Aqui estão o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, representando os empresários mineiros, e a presidenta da CUT Minas, Beatriz Cerqueira, pelo lado dos trabalhadores do Estado”, disse Rogério. “Isso mostra que é possível atuar em conjunto, sobretudo quando os interesses mineiros são afrontados, como é o caso da privatização da Cemig por Temer.”
A equipe econômica do governo federal quer leiloar três usinas, hoje sob concessão da Cemig, que representam cerca de metade da capacidade de geração de energia em Minas. Espera ganhar com isso cerca de R$ 11 bilhões, valor que sequer paga meio déficit público em um único mês. O valor é semelhante também ao obtido pela chamada bancada ruralista no Congresso para votar a favor do presidente Michel Temer na votação do pedido de investigação sob suspeita de corrupção, na semana passada.
Um dos argumentos da Frente Mineira em Defesa da Cemig é é que o contrato de concessão das usinas, feito em 1997, e hoje objeto da polêmica, prevê a renovação automática por 20 anos. Ou seja, o governo federal estaria avançando em questão de entendimento pacificado no âmbito judicial.
A Frente Mineira em Defesa da Cemig teve um dia de trabalho árduo, mas que foi recompensado em Brasília. No início da tarde, no Congresso Nacional, recebeu apoio de parlamentares federais de vários partidos, com Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro, Jô Moraes (PCdoB), Adelmo Leão (PT), Padre João (PT), Fábio Ramalho (PMDB), Reginaldo Lopes (PT), Patrus Ananias (PT), Margarida Salomão (PT), entre outros.
A Frente também se reuniu à tarde com o  ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), já que há um questionamento sobre a realização do leilão das usinas naquela Corte em Brasília.  “O consumidor pode pagar essa conta”, diz o advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior. “É como se o governo federal estivesse se financiando com o dinheiro do povo mineiro.”
À noite, ainda em Brasília, a Frente se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, que é o relator da ação da Cemig que questiona o leilão. O governador Fernando Pimentel, presente no encontro, lembrou que poucas vezes em sua vida viu tanta unanimidade em torno de um assunto quanto agora, no caso Cemig. “Isso mostra como a nossa maior empresa, e consequentemente a economia mineira, serão afetados se a proposta de leilão vingar”, disse o governador.
O deputado Rogério Correia também frisou na reunião com Toffoli que é preciso ter esforço para chegar a um acordo sobre a questão. “O governo de Minas e a Cemig já demonstraram interesse no acordo, mas estamos esbarrando na intransigência da equipe econômica do governo Temer”, disse. Toffoli manifestou simpatia à ideia de um acordo. “É sempre a melhor saída, quando possível”, afirmou. O governador Pimentel, o presidente da Cemig e da Assembleia também destacaram a possibilidade de acordo como a melhor saída.
Estavam também presentes nessa reunião o governador de Minas, Fernando Pimentel; o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes; o presidente da Cemig, Bernardo Salomão; Rogério Correia, secretário da Assembleia e coordenador da Frente Mineira em Defesa da Cemig; Odair Cunha, secretário de Governo de Minas; Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT Minas; Olavo Machado Junior, presidente da Fiemg; Onofre Batista Júnior, advogado-geral do Estado; Bruno de Almeida Oliveira, procurador-geral da Assembleia; Jefferson Silva e Jairo Nogueira Filho, do Sindieletro-MG; Antônio Sérgio Tonet, procurador-geral de Justiça de MG; Joceli Andreoli, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); e os deputados federais Erika Kokay, Jô Moraes, Margarida Salomão, e Fábio Ramalho e Adelmo Leão.
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