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Lixo e obras provocam invasão de ratos em Belo Horizonte

“Efeito visual negativo” é só um dos problemas trazidos pelos roedores, diz o engenheiro sanitarista / Foto: Samuel Costa

Difícil encontrar quem nunca tenha visto ratos enormes se esgueirando pelas sarjetas de Belo Horizonte ou invadindo casas e pontos comerciais. Além de impressionar pelo tamanho, os roedores também assustam pela quantidade. A presença deles é resultado do descuido da população com o lixo nas ruas e de obras em todos os cantos da cidade.

Não há estimativa da população de ratos na capital. No entanto, um indicativo de que a infestação cresceu está nas ligações recebidas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da prefeitura, via telefone 156, pedindo ajuda à

Central de Controle de Zoonoses. Somente no primeiro semestre deste ano foram 17.183 chamadas, uma média de 93 por dia. No mesmo período de 2012, foram 16.771.

Infestação

Dedetizadoras particulares confirmam o aumento dos animais nos últimos anos. Bióloga de uma das empresas, Viviane Avelar diz que houve uma adaptação dos ratos ao ambiente urbano. “Antes, via-se mais as ratazanas. Agora, há forte presença da espécie conhecida como rato de telhado, que tem habilidade para escalar. Estão por toda a cidade”.

O dedetizador Jonathan Milton atribui o problema ao grande número de obras. “Construções civis e públicas, como a abertura de vias, tiram os ratos dos abrigos e por isso eles aparecem. O que mais encontramos são ratazanas, mas os que dão trabalho mesmo são os ratos de telhado”.

Os dois profissionais chamam atenção para a quantidade de lixo na cidade, que favorece o aparecimento do animal. Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), por dia, 4.700 toneladas de lixo são recolhidas na capital, sendo 1.800 na coleta domiciliar e 103 na varrição.

Males

Para o engenheiro sanitarista Hiram Sartori, os roedores trazem dois problemas. O primeiro é o impacto visual negativo. O segundo, doenças como a leptospirose. “Há técnicas para fazer contagem e contenção dos ratos. Se há aumento, é devido à maior disponibilidade de alimento e abrigo”.

A solução está longe de ser o flautista de Hamelin, que na literatura encanta roedores com música. Para Hiram, a população deve ensacar o lixo e colocá-lo no ponto de coleta no horário certo. Além disso, o serviço deve ser feito em toda a cidade.

Fonte: Hoje em Dia

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