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IV ENA encerra suas atividades com pluralidade, política e produtividade

O IV ENA, que aconteceu em Belo Horizonte, entre os dias 31 de maio a 03 de junho, foi encerrado com participação plural, debate político e produção de conhecimento.

A pluralidade de vozes no Encontro Nacional de Agroecologia de 2018 tomou conta desta quarta edição, que ocorreu no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro belo-horizontino. Ele já é considerado pelos participantes o evento mais participativo, plural, político e produtivo realizado na história do ENA. As tendas temáticas, quilombolas, indígenas, grupos feministas e representantes dos econegócios mandaram seus recados: é possível sim construir um mundo melhor, voltado ao desenvolvimento sustentável, à reciclagem e à menor pegada ecológica (ecological footprint).

Cerca de 40 mil pessoas circularam pelos espaços do evento durante os quatro dias de sua realização. O IV ENA contou com o credenciamento de 2 mil delegadas e delegados. Além de reunir as experiências agroecológicas do campo, essa edição compartilhou as experiências que estão dando certo nos centros urbanos, cujos problemas sobre o lixo, as enchentes e a falta de água potável são diretamente afetados pelo excesso de poluição e desmatamento.

Para o deputado Rogério Correia, do PT, o governo Temer e o empresariado do agronegócio desconstruíram todos esforços humanos sob sua terra, biodiversidade e soberania nacional: “Nosso petróleo, água e terra estão à mercê das empresas internacionais. O golpe avança cada vez mais! Queremos a proibição da pulverização aérea dos agrotóxicos, queremos nossa água sem venenos, queremos a orientação do consumidor quanto à presença de transgênicos nos alimentos. Queremos o arquivamento do Projeto de Lei do Veneno (PL 6.299/2002) e a aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos”, declarou.

Política Estadual de Agroecologia:

O Brasil é líder no consumo de agrotóxicos: 7,2 litros por habitante/ano, o que significa 20 ml diários. Membros da União Europeia já proibiram o uso de substâncias prejudiciais às abelhas. Enquanto algumas nações aumentam as regras sobre o limite e o uso dos agrotóxicos em suas plantações, o Brasil faz justamente o contrário: Flexibiliza as medidas protetivas em âmbito federal, desregularizando o setor.

Para combater as (des) políticas federais, o  governo de Minas Gerais pretende implementar a Política Estadual de Agroecologia. A expectativa é criar estratégias que contemplem planos em diversas frentes, como por exemplo, o Plano de Ação da Estratégia Intersetorial de Redução de Agrotóxicos (PLANERA).

O PLANERA visa à implementação de parte da Política Estadual de Agroecologia,  instituída pela Lei Estadual 21.146/2014, que determina as metas de regulação no sentido de reduzir o uso indiscriminado desses produtos. O plano engloba várias áreas, além do planejamento, saúde, meio ambiente e regulação, a EMATER participa ativamente de sua construção, bem como a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, que atualmente o coordena.

 

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