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Integrante do MTST foi assassinado por policiais. Deputado Rogério Correia denunciará o caso em mecanismos internacionais e na câmara federal

NOTA DA OCUPAÇÃO FIDEL CASTRO DO MTST

“Daniquel era da coordenação da ocupação Fidel Castro, do MTST de Uberlândia. Na noite do dia 4 de março (quinta-feira) ele foi consertar, junto com quatro companheiros, um ponto de energia da ocupação que estava sem luz.

De acordo com as testemunhas, policiais chegaram ao local atirando sem qualquer justificativa, obrigando a todos saírem correndo. Dois que trabalhavam na manutenção conseguiram fugir para ocupação. Daniquel e Edvaldo fugiram em direção à ferrovia e se esconderam temendo pelas suas vidas.

As testemunhas relatam que havia uma viatura com quatro policiais e que todos efetuaram muitos disparos. Em seguida procuraram por Daniquel e Edvaldo. Quando os encontraram espancaram os dois. Daniquel foi executado com um tiro, nas imediações da ocupação, mas já distante de Edvaldo.

Edvaldo conta que a viatura que o conduziu, que era diferente da que levou Daniquel, estava repleta de sangue por conta das agressões.

Soubemos do ocorrido e procuramos nas proximidades da ocupação, em hospitais, em unidades de atendimento integrado (UAI) e delegacias.

Às 7h do dia 5 (sexta-feira) tivemos a notícia que Edvaldo estava na UAI Pampulha, porém, só o encontramos na delegacia de plantão no bairro Martha Helena. Ele relatou para o advogado do MTST que não sabia do paradeiro de Daniquel.

Em seguida veio à informação de que um morador da ocupação havia chegado ao hospital como indigente. Conforme relatos, Daniquel ainda estava vivo, porém, não resistiu.

No IML, o corpo apresentava marcas de espancamento e um orifício de entrada de bala na parte superior do crânio, o que caracteriza execução.

1. Às 2h da madrugada mais viaturas chegaram ao local do crime e recolheram os cartuchos de balas, para esconder qualquer evidência de prova.

2. Edvaldo foi levado para a UAI Pampulha e não foi feito exame de corpo de delito. Não foi conduzido à delegacia e ficou na viatura enquanto os policiais davam voltas com ele por toda a cidade ameaçando-o de morte caso não contasse a versão que os inocentava. Chegando à delegacia permaneciam as intimidações.

3. Militantes do MTST fizeram manifestação em frente à ocupação Fidel Castro até à Rodovia 050. Eles foram reprimidos pela PM/MG. Vários ficaram feridos por balas de borracha e estilhaços de bomba de efeito moral.

A ocupação está cercada com seus moradores sendo coagidos a todo momento. Ameaças de morte são direcionadas às lideranças”.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) recebeu este informe e já acionou as comissões de direitos humanos da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa, pedindo a investigação do caso. O parlamentar fará ainda denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos e em outros mecanismos internacionais.

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