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A importância de Paulo Freire, o patrono da educação brasileira

A pedido de Rogério Correia, Assembleia faz audiência pública para debater trabalho do educador. “Ele defendia a escolha pelo conhecimento, pela vida, não pela treva”, disse o deputado do PT

Com críticas à grande mídia, acusada de não formar o cidadão e, ao contrário, de reforçar sua alienação, participantes de audiência ocorrida na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) celebraram, na quarta-feira (19/9), a 21ª Semana Paulo Freire. O encontro ocorreu por iniciativa do 1° Secretário da Casa, deputado Rogério Correia (PT).

O filósofo e pedagogo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, foi um dos pensadores da pedagogia crítica e pregava uma didática inovadora, que transforma o estudante em protagonista do aprendizado, em contraposição a um processo de educação massiva. Rogério reforçou a importância do pensamento e da obra de Freire em todo o mundo e sua defesa de uma “escola pelo conhecimento, pela vida, não pela treva”.

“Ele sempre quis inserir as pessoas no debate político, que não tem que ser partidário, de construção da sociedade”, salientou.

Rogério aproveitou para defender a educação crítica e inclusiva como um dos direitos humanos. “Esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo”, ressaltou, fazendo alusão a um famoso trecho da obra de Paulo Freire.

O deputado Cristiano Silveira (PT) também ponderou que a educação é sempre lembrada como solução para os problemas da sociedade, mas ela deve ser voltada para a formação do sujeito, de sua consciência crítica. “Sempre tivemos a lógica do mercado, não da vida. Discutir Paulo Freire é importante para pensarmos o modelo de educação que queremos para o futuro”, reforçou.

“Quem liberta o oprimido é ele mesmo, a partir da leitura crítica da opressão”. A pedagoga do Setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Matilde Oliveira de Araújo Lima, citou Freire para demonstrar a importância de uma “comunicação libertadora”.

O jornalista Wallace Oliveira dos Santos, do Jornal Brasil de Fato, trouxe o foco para os diversos tipos de violência que atingem a população negra. Para ele, trata-se de uma marca do período de escravidão que nunca foi superada. “Uma das violências é a negação do direito de falar e de ser ouvido”, frisou.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), William Santos, reforçou que os grandes meios de comunicação no Brasil nunca foram instrumentos de emancipação do povo. “Esse debate é um contraponto ao que estamos vendo na sociedade”, afirmou, citando as críticas de internautas brasileiros que negaram a existência do Holocausto, em postagem feita pela Embaixada da Alemanha nas redes sociais.

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