Notícias

Fique por dentro!
Início » Estudantes denunciam irregularidades na Uemg em Diamantina

Estudantes denunciam irregularidades na Uemg em Diamantina

Em audiência pública solicitada pelo deputado Rogério Correia, alunos do curso de Direito reclamam de assédio sexual e inadequação de professores

Fotos: Ricardo Barbosa

Assédio sexual, inadequação de professores às matérias lecionadas e falta de diálogo. Essas foram algumas das denúncias apresentadas por estudantes do curso de direito da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em Diamantina, que estiveram nesta quarta-feira (22/11) na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, em audiência pública solicitada pelo deputado Rogério Correia, do PT.

A solução das supostas irregularidades tem sido reivindicada pelos alunos, que ocuparam a universidade entre 27 de setembro e 2 de outubro, quando o movimento foi paralisado após decisão judicial que determinou a desocupação do campus.

O deputado Rogério Correia disse que, diante das denúncias dos estudantes, o que mais lhe causou estranhamento foi a atitude do Ministério Público. Em vez de apurar o caso, o MP exigiu que os estudantes desocupassem a universidade. “Aplicou-se uma ‘ordem de despejo’ da ocupação estudantil sem olhar o problema”, afirmou o deputado.

Nesse contexto, ele exemplificou que um mesmo professor leciona matérias de direito civil, constitucional e do trabalho. Ele também citou o caso de professor que disse não ter condições de lecionar a matéria, por não ser sua área de afinidade. Outro exemplo mencionado por Batista seria a de um professor da área de música e que lecionava matérias de direito.

Outro ponto abordado por Batista foi com relação às denúncias de assédio sexual. Segundo ele, ao ser procurada, a direção da Uemg teria pedido a uma das alunas vítima do assédio para assinar um termo de sigilo, para não comunicar o caso a ninguém. Sabrina Canuto, que é membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), contou que dos seis casos de assédio de que se tem conhecimento, apenas dois foram levados à direção, que nunca teria se posicionado.

Dagnon Batista também disse que, durante a ocupação, os alunos que a ela aderiram teriam passado momentos de terror psicológico, além de terem enfrentado manifestações ofensivas de um grupo de estudantes contrários. Ainda segundo Dagnon, a decisão judicial que culminou na desocupação da universidade também determinou o pagamento de R$ 720 mil por danos ao patrimônio público.

O subsecretário de Estado de Ensino Superior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Márcio Rosa Portes, explicou que foi feita uma visita à Uemg de Diamantina, em outubro de 2016, para investigar denúncia de irregularidades e foram constatadas situações que precisavam ser ajustadas.

Ele também mencionou um parecer emitido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por ocasião do processo de renovação do credenciamento do curso, que concluiu em agosto de 2016 pelo indeferimento do mesmo. Da mesma forma, um relatório do Conselho Estadual de Educação, de maio de 2017, também apontou para a necessidade de ajustes no curso.

Entre as irregularidades constatadas, está o desbalanceamento entre a atribuição de carga horária de professores, já que dos 23 profissionais, 11 ocupavam cargos de gestão. Outros problemas detectados foram o funcionamento irregular do colegiado de curso, do núcleo docente estruturante e da comissão permanente de avaliação.

Cadastre-se e receba o conteúdo especial que preparamos pra você!

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *