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Deputados respondem a ameaças até de morte

O deputado federal eleito Rogério Correia, e a deputada estadual eleita Beatriz Cerqueira, responderam às agressões que os dois estão sendo vítimas nos últimos dias. Os agressores fazem ofensas e ameaças inclusive de violência física. O gabinete de Rogério Correia chegou a receber chamadas telefônicas com ameaça de morte.

Para Rogério Correia, a resposta aos ataques será na prática, com os mandatos dos dois parlamentares fazendo a defesa intransigente da educação pública. “O objetivo dos agressores é enfraquecer as representações dos trabalhadores em Minas e no Brasil, com destaque para a tentativa de abater o Sind-UTE, o que seria péssimo para a luta dos trabalhadores da educação em Minas Gerais”, diz o deputado federal eleito pelo PT. O deputado fez boletim de ocorrência e a Polícia Civil está investigando .

Beatriz Cerqueira fez questão de mostrar, em seu perfil no Facebook, uma ameaça explícita citando ela e Rogério Correia, feita por um usuário que usa o nome de “Zé de Arifofeia”. A deputada estadual eleita, que é dirigente do Sind-UTE e presidenta da CUT-MG, ressalta que as ofensas são um reflexo do ódio que surgiu nas urnas, nas últimas eleições. “Ele não foi embora com o período eleitoral”, afirma Beatriz, lembrando inclusive a cerimônia de diplomação de parlamentares em Minas Gerais. Na ocasião, a cerimonialista do evento tentou impedir o direito de expressão da deputada, tomando-lhe uma faixa com a inscrição “Lula livre”. Beatriz e a bancada do PT entraram com representação junto ao TRE.

“Vou divulgar as ameaças e tomar as medidas adequadas a cada situação”, diz a deputada, a mulher mais votada nas últimas eleições para ALMG. ”Não naturalizo nenhuma violência.”

A onda de ofensas e ameaças de violência levaram o deputado eleito e ex-ator pornô Alexandre Frota (PSL-SP), da base bolsonarista, a agredir um deputado negro, também durante a cerimônia de diplomação dos parlamentares. Outro episódio envolveu deputadas progressistas gaúchas, que foram vaiadas e receberam de colegas parlamentares o sinal de arma. Além do próprio deputado Rogério Correia, que precisou se defender de um cabo eleito que também tentou retirar-lhe o direito de livre expressão, direito que é inerente à própria atividade parlamentar. A reação enérgica de Rogério serviu de exemplo para que se respeite a democracia.

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