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Deputados mineiros pedem interdição da Cidade Administrativa do Estado

F otos: Fred William

Nesta terça-feira, 31/01, o deputado estadual Rogério Correia (PT) e o deputado federal Padre João (PT), acompanhados por Claudio Pereira, representante do deputado estadual Paulo Lamac (PT), entregaram aos promotores de Justiça do Ministério Público Estadual (João Medeiros, Eduardo Nepomuceno e Elizabeth Vilela) uma representação pedindo a instauração de procedimento administrativo para imediata interdição dos prédios da Cidade Administrativa, onde trabalham cerca de 16 mil pessoas, até que laudos técnicos independentes atestem a segurança do local.

Abaixo, a representação:

Representação entregue pelos deputados petistas ao Ministério Público de MG

A medida foi motivada pela queda de três janelas dos prédios da Cidade Administrativa do Estado, ocorrida ontem à tarde (30/01/12), retomando antigos questionamentos sobre a obra faraônica de Aécio Neves intitulada por muitos como a ‘Brasilinha que não deu certo’. Os servidores se dizem apavorados, pois temem o desabamento dos prédios diante das inúmeras ocorrências que atestam a fragilidade estrutural da sede.

Destelhamento na Casa da Brigada de Incêndio

De acordo com funcionários, além das janelas, parte do teto do edifício Gerais também desabou em uma área onde transita grande número de pessoas. A casa da brigada de incêndio, anexa à sede, ficou bastante destelhada. Apreensivos frente à possibilidade da ocorrência de mais acidentes, eles pediram o apoio do deputado Rogério Correia junto ao Ministério Público para uma possível interdição do complexo. A Defesa Civil já foi acionada para que sejam feitas vistorias no local.

Os problemas na sede do governo começaram desde a sua inauguração ocorrida próxima às eleições de 2010. Projetada por Oscar Niemeyer, a obra foi feita às pressas e para atender aos interesses eleitorais tucanos, sem se importar com milhares de vidas humanas que lá trabalhariam, além de promover a imagem do então governador Aécio Neves. O complexo foi inaugurado a menos de um mês antes de ele deixar o cargo para disputar o Senado e recebeu o nome do seu avô, Tancredo Neves.

A obra custou R$ 1,2 bilhão, investimento que poderia ter sido utilizado na Educação, na Saúde, na Segurança Pública e em tantas outras áreas deficitárias em Minas. Esse desperdício de dinheiro público é mais um exemplo que desmascara as mentiras propagandeadas pelo governo, como eficiência, déficit zero e choque de gestão.

Desperdício de dinheiro público, apagões e até repressão policial

Quando a Cidade Administrativa foi inaugurada, em março de 2010, o governo anunciou que havia a previsão de reduzir em R$ 85 milhões por ano as despesas com a máquina pública ao transferir as secretarias para o prédio localizado no Vetor Norte da capital mineira.

Um ano depois de concluída, a Cidade Administrativa ainda não tinha conseguido, como previa, concentrar em um só local secretarias, autarquias e fundações. Além disso, o gasto operacional da sede do governo ultrapassou em setembro de 2011 o valor previsto para todo o ano. No orçamento foram destinados R$ 97 milhões, mas foram gastos R$ 99,6 milhões.

Como se não bastasse, em março de 2011, a obra faraônica de Aécio Neves ficou horas sem energia elétrica. Com o apagão, telefones e até banheiros com descarga a vácuo deixaram de funcionar. Algumas pessoas ficaram presas em elevadores e servidores tiveram de ser dispensados do trabalho. Em junho de 2011, o ‘castelo de Aecinho’ também foi palco de cenas de violência protagonizadas pela política neoliberal tucana: em greve, trabalhadores estaduais da Educação e da Saúde, além de estudantes, foram agredidos com empurrões e spray de pimenta durante protesto contra o governo de Minas.

Cidade Administrativa é alvo de quatro investigações do Ministério Público Estadual

 O deputado e líder do Movimento Minas sem Censura na Assembleia Legislativa, Rogério Correia, foi o responsável pelas denúncias enviadas ao Ministério Público contra as irregularidades existentes na Cidade Administrativa. Entre elas, destacam-se: superfaturamento, irregularidades nas licitações, problemas com a infraestrutura dos prédios e compra de móveis idênticos com preços diferentes.

No dia 06 de dezembro de 2010, o deputado e a Coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, foram ao Ministério Público e denunciaram as péssimas condições de trabalho oferecidas aos servidores da nova sede e a existência de graves problemas relacionados à infraestrutura dos prédios, como rachaduras por toda parte, infiltrações, maçanetas que não funcionam, construção em solo pantanoso e falta de qualidade nos acabamentos da obra. Tudo isso a menos de três meses da inauguração da “obra do século”.

Problemas que afligem servidores foram debatidos em audiência pública na ALMG

Fotógrafo: Guilherme Bergamini

A pedido de Rogério Correia, as denúncias apresentadas pelos servidores da Cidade Administrativa foram discutidas oficialmente em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado em junho de 2011.

Os trabalhadores também pediram a apuração de responsabilidades pela ocorrência de inúmeros problemas, como transporte ineficiente, falta de creches e estacionamento, isolamento social, falta de segurança, alimentação cara, assédio moral e tantos outros que atentam contra a dignidade humana.

A partir da pressão exercida, o governo cedeu e chegou a prorrogar a jornada de trabalho de seis horas para todos os servidores até o dia 31/12/11. Atualmente, uma das principais reivindicações dos trabalhadores é de que essa jornada seja permanente.

O parlamento já aprovou requerimento de Rogério para a realização de uma nova audiência pública em que serão discutidos assuntos referentes à Cidade Administrativa, inclusive a jornada de 40 horas semanais.

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Comentários

  1. REGINALDO - 31 de Janeiro de 2012

    Boa noite estou feliz com tudo que os dp que fazem um trabalho de denuncia e investigaçao no qual sao 16.000 vidas que la trabalham! Parabens e continuem nos informando. (olhem oque a MGS faz la pois a cidade ad e so pra funcionarios publicos) Deus abençoe

  2. AMADEU DE DEUS CORREA - 3 de Fevereiro de 2012

    PARABENS COMPANHEIRO ROGERIO PELO SEU TRABALHO , CONTINUI FIRME NESSA LUTA JUSTA EM PROL DO POVO MINEIRO.
    ABRAÇO,
    PROF.AMADEU DE DEUS CORREA
    VICE-PRES.PT-ESPINOSA

  3. ALESSANDRO - 6 de Fevereiro de 2012

    CONTINUE LUTANDO PELOS SERVIDORES DO ESTADO PRINCIPALMENTE OS DO SETOR ADMINISTRATIVO QUE NÃO TEM FORÇA MOBILIZADORA NENHUMA, OS SERVIDORES DA ÁREA DE SEGURANÇA FORAM BENEFICIADOS COM OS AUMENTOS ATÉ 2015 INCLUSIVE OS DO SETOR ADMINISTRATIVO DA POLÍCIA MILITAR, DA CIVIL, BOMBEIROS, AGENTES PENITÊNCIARIOS E COMO SEMPRE OS SERVIDORES ADMINISTRATIVO DA SECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA SOCIAL FICARAM DE FORA DESSE AUMENTO, SERÁ QUE NÃO SOMOS IMPORTANTES NESSE PROCESSO.

    DESDE JÁ AGRADEÇO

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