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Coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, desmente Governo de Minas

Ao final desta quinta-feira, 10 de novembro, o governo estadual fez uma coletiva com a imprensa. O objetivo foi rebater as críticas do sindicato no que se refere ao Termo de Compromisso assinado pelo Governo no dia 27/09. Novamente o sindicato foi chamado de mentiroso. Cada um pode ler o Termo de Compromisso que está foi publicado através de peça publicitária nos jornais Estado de Minas e Super na edição de hoje, ou no nosso Informa 50. Também está disponível no site do Sind-UTE MG. O governo afirma que ainda não tem recursos para o pagamento do prêmio por produtividade. Vamos observar o quanto será investido em peças publicitárias para responder o Sind-UTE.
Não tenho nenhuma experiência politico-partidária. Nunca tive mandato eletivo ou ocupei cargo comissionado em governo. Mesmo sem esta experiência, acredito que a boa política é feita de compromissos que são assumidos e cumpridos. As pessoas que atacaram o sindicato hoje não participaram da negociação do dia 27/09, então não têm legitimidade para chamar a verdade para si chamando o outro de mentiroso. Mesmo que não tivesse nenhum documento assinado (para a nossa sorte e segurança, tem) houve um acordo. Acordos existem para serem cumpridos.

Esta é a arte da boa política.

No dia 26 de setembro, o Deputado Estadual Antônio Júlio, em nome dos deputados e na tentativa de achar uma solução para o impasse que estava estabelecido, se reuniu com o Governador Antônio Anastasia. A partir desta reunião foi possível articular outra reunião entre os deputados e o Secretário de Estado de Governo Danilo de Castro.
Nós não nos reunimos com o Secretário, preservando o que, na opinião do governo, era o princípio de não negociar com categoria em greve.

Mas os deputados reuniram com o Secretário que foi designado pelo Governador. Depois os mesmos deputados se reuniram com o sindicato e ficou muito claro o que reivindicávamos: o Piso Salarial na carreira existente, o reconhecimento do Piso para as demais categorias da educação, a retirada do projeto de lei 2355 da ALEMG, a reversão das punições. Os deputados se reuniram novamente com o Secretário e retornaram com o documento assinado. A arte da boa política é cumprir com o compromisso assumido. À exceção de alguns personagens do passado, a história politica de Minas Gerais não foi construída na base de descumprimento de acordos.

Desde a primeira reunião, o sindicato questionou um calendário em que o governo tinha disposição de se reunir apenas uma vez por semana e com tempo determinado, uma vez que a reunião não poderia durar mais do que 1 hora e 30 minutos. O retorno à pauta de votações na Assembleia Legislativa do projeto de lei 2355 foi decisão do governo.A apresentação de uma nova proposta de tabela salarial que nada tem a ver com a tabela atual foi iniciativa do governo. Estas ações contrariam o compromisso firmado no dia 27 de setembro.

A assembleia estadual realizada hoje superou as expectivas. Tivemos participação de todas as regiões do Estado. Os companheiros de Almenara e região, por exemplo, viajaram cerca de 18 horas até Belo Horizonte. Algumas cidades presentes: Três Pontas, Itabira, Mutum, Manhuaçu, Frutal, Uberlândia, Betim, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Matias Cardoso, Jaíba, Mirabela, Montes Claros, Pirapora, Coronel Fabriciano, Piranga, Capinópolis, Nanuque, Salinas, Januária, Porteirinha, Janaúba, Governador Valadares, Ponte Nova, Muriaé, Sete Lagoas, Curvelo, Itaobim, Teófilo Otoni, Juiz de Fora, Espinosa, Diamantina, Belo Horizonte, Divinópolis, Itaúna, Contagem, Além Paraíba, Ubá, Pedro Leopoldo, Monte Carmelo, Ipatinga, Varzelândia, Matipó, Varginha…

Avaliamos a nossa realidade e a nossa capacidade de mobilização. A retomada da greve não será uma estratégia de mobilização neste momento. Isso porque implicaria em novos cortes de salário e na contratação de substitutos para quem aderisse ao movimento. Além disso estamos no meio de um processo de negociação através da comissão tripartite. O que fazer para pressionar? O Comando discutiu várias propostas e as aprovadas pela Assembleia Estadual são as seguintes:

– mobilização através de uma “operação Governador pague o Piso na carreira”: redução da jornada nos três turnos da escola nos dias 16, 17 e 18 de novembro com as seguintes atividades
16/11 – reunião na escola
17/11 – reunião com a comunidade escolar
18/11 – assembleia local;
– nova mobilização estadual com assembleia para pressionarmos a assembleia legislativa no dia 22/11;
– não participar das avaliações sistêmicas.
Com a aprovação do calendário de mobilização, a suspensão da reposição (encaminhada como estratégia de pressão) será modificada e retornaremos a repor.

Após a nossa assembleia, os policiais civis também realizaram uma votação e decidiram retomar a greve. Os eletricitários iniciaram suas atividades ainda pela manhã em frente a sede da Cemig e a tarde participaram do Ato unificado. Os trabalhadores da saúde que hoje completaram as 48 horas de paralisação também participaram. Os movimentos sociais e estudantil estiveram presentes demonstrando mais uma vez a solidariedade às categorias mobilizadas.

Estas são as notícias do dia 10 de novembro de 2011.

Fonte: Blog Beatriz Cerqueira

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Comentários

  1. Clarice da Consolação Ferreira - 12 de novembro de 2011

    Caro Deputado Rogério, é preciso que seja também debatido, o confisco que sofremos ao retornarmos para o vencimento básico.Parece que o governador quis nos punir de sair do subsídio. 5%éra um aumento da nossa carreira antiga ( data base janeiro).Será preciso também mostrar para quem for de direito a Lei 11.738/08, que fala , que 1/3 da carga horária nossa é para planejamento, ou seja estamos trabalhando só com um 1/4 desta carga para planejamento.( deve ser 16 aulas em sala e 8 para planejamento.Não como está 18 em sala e 6 para planejamento)Contamos com vossa ajuda e apoio. Sabemos da sua luta por nós. Grata.

  2. Gilvando Elen de Oliveira - 14 de novembro de 2011

    Beatriz, sujiro que o setor jurídico do nosso Sindicato, entrei com uma ação contra essa propaganda mentirosa pedindo uma retratação na imprensa, pois isso enfraquece o nosso sindicato. A justiça tem que receber o registro de toda verdade sobre o que temos feito para cumprir com o acordo assinado no final da nossa greve e até agora não temos nada de concreto desse governo a não ser a mentira na televisão.
    Atenciosamente,
    Gilvando Elen

  3. Hermann Leitão Afoumado - 16 de novembro de 2011

    Beatriz,
    Será que os Educadores vão aceitar as mentiras e acusações do governo sem tomar uma providência legal, para que ele prove o que veiculou.
    O governo incorreu em graves erros: o de não fiscalizar o cumprimento do acordo firmado e pagar por um serviço que não foi prestado, e mais, encerrar um ano letivo em que não foi cumprido os 200 dias letivos lesando os alunos.
    Ele tem que provar o que veiculou e ser responsabilizado pela omissão do grande número de aulas que não foram repostas (PREVARICAÇÃO).
    Com isso, obriga o governo a parar de veicular mentiras e de manipular a opinião pública. Além disso, se não conseguir provar o que veiculou, terá que desmentir da mesma maneira que veiculou, além de poder ser cobrado por calúnia e difamação. Alguma coisa tem que ser feita para que esse governo pare de querer difamar os Educadores mineiros.
    Me desculpe se esse caminho por mim sugerido não for o melhor a ser seguido, mas temos que nos unir, procurar caminhos que obrigue o governo a ser responsabilizado pelas mentiras veiculadas e que possa nos levar de uma maneira ou de outra à vitória final.
    Atenciosamente
    Hermann Leitão Afoumado

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