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Comissão externa que fiscaliza acordo entre Vale e governo de Minas se reuniu com o MPF/MG para debater a negociação

O coordenador da Comissão Externa que acompanha o acordo entre a Vale e Estado de Minas Gerais, deputado federal Rogério Correia, se reuniu hoje com membros da Força-Tarefa Rio Doce Brumadinho do Ministério Público Federal para debater esta negociação. O parlamentar relatou a preocupação do colegiado pela falta de transparência no acordo. Também questionou a exclusão dos atingidos na negociação.
Durante a reunião o MPF informou que entregou na quinta-feira à Vale uma minuta de acordo elaborada pelas instituições de Justiça e governo, ainda em fase inicial, de premissa.
Com isso a Comissão fez a requisição desta minuta. “É imprescindível que tanto os atingidos, quanto o Legislativo Federal e Estadual, estejam por dentro dos termos desse acordo”, comenta Rogério Correia.
Outra solicitação da Comissão foi pela quebra do sigilo e confidencialidade do acordo, justificando que o maior prejudicado da tragédia de Brumadinho foi o próprio povo mineiro, portanto, é de interesse público esta transparência.
Foi muito ressaltado por parte da comissão que os atingidos sejam participantes deste acordo, sendo assim é de extrema necessidade que eles sejam integrados neste processo.
A Vale está barganhando ao máximo a dívida. A primeira proposta da mineradora foi de pagamento de R$ 16,5 bilhões em indenizações. O Ministério Público e a Fundação João Pinheiro calcularam um valor de R$ 54 bilhões. Uma segunda proposta de redução do valor, oriundo do acordo do governo com a mineradora foi de R$ 22 bilhões. Devido à intensa pressão popular na porta do Tribunal de Justiça, esta negociação foi adiada. Em uma nova tentativa de bagatela a Vale propôs reduzir em R$ 30 bilhões o valor a ser pago em indenizações e reparações às vítimas e ao meio ambiente pelos danos provocados pelo crime de Brumadinho. Desta forma a mineradora pagaria apenas R$ 21 bilhões.
Lembrando que a mineradora registrou um lucro líquido de R$ 15,6 bilhões somente no terceiro trimestre de 2020, mais que o dobro dos R$ 6,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, e ainda assim faz de tudo para abaixar o valor sem se importar nenhum pouco vítimas desta tragédia e com o meio ambiente.
Na próxima semana a comissão vai realizar duas audiências públicas remotas: no dia 03/12 com os atingidos e no dia 07/12 com os envolvidos na tentativa de acordo.

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