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COAF desmascara Flávio Bolsonaro

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) elaborou um relatório que apontou uma movimentação suspeita de R$ 1 milhão e 200 mil na conta de Fabrício Queiroz, um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, deputado estadual e senador eleitor, do PSL-RJ.

Queiroz é policial militar e atuava como motorista e segurança do deputado. Registrado como assessor parlamentar e lotado no gabinete de Flávio Bolsonaro, foi exonerado em 15 de outubro deste ano.

Mensalinho da Alerj:

O relatório do COAF é referente ao período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017 e faz parte da documentação do Ministério Público Federal (MPF) para pedido de investigação, que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada em outubro.

Essa operação prendeu dez deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), acusados de receberem o mensalinho. Mas, Flávio Bolsonaro e Queiroz passaram ilesos.

Na conta de Queiroz, segundo o relatório, foram encontradas movimentações atípicas e transações bancárias com quantia elevada de dinheiro em espécie, cuja cifra milionária não correspondia aos valores de seu patrimônio, de sua atividade econômica, capacidade financeira e ocupação profissional.

Na Alerj, seu salário era de R$ 8.517, referente ao cargo em comissão de Assessor Parlamentar III (CCDAL-3). Ele ainda acumulava rendimento mensal de R$ 12 mil, da Polícia Militar.

Michele Bolsonaro e outros funcionários da Alerj:

Queiroz realizou um pagamento via cheque de R$ 24 mil, destinado à Michele Bolsonaro, futura primeira-dama do Brasil. Ele ainda mantinha movimentações financeiras com funcionários da Alerj.

O Coaf traçou o comportamento financeiro de Queiroz e montou um mapa com 22 nomes envolvidos no esquema. Os dados revelaram que foram movimentados cerca de R$ 200 milhões às contas dos funcionários da Alerj.

PT solicita investigação de Flávio e Michele Bolsonaro:

Nesta quinta (06), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e líder do PT na Câmara, solicitou a instauração de procedimento de investigação à Procuradoria-Geral da República, envolvendo as participações de Flávio e Michele Bolsonaro.

O pedido se baseia na reportagem apurada pelo Estadão, que revelou informações do relatório do Coaf, classificadas como “suspeitas”. A investigação tem como objetivo apurar possíveis atos ilícitos nos âmbitos criminal e administrativo.

O Coaf é órgão de fiscalização, ligado ao Ministério da Fazenda, que recebe, examina e identifica atividades financeiras suspeitas e ilícitas e ainda combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores.

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