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Charlottesville está pertinho de nós

Por Rogério Correia,
Deputado do PT

Os tristes acontecimentos na cidade americana de Charlottesville merecem repúdio. Não há posição de meio termo com relação ao racismo visto lá. Nem com as demais posições segregacionistas tão comuns em movimentos da extrema-direita no Brasil e no mundo.

Milhares de americanos marcharam com tochas naquela cidade do estado da Virgínia, no leste dos EUA. Reivindicavam a “supremacia branca”, daí serem chamados de “supremacistas” pela mídia. São mais do que isso: são racistas. Fascistas. Neonazistas.

Charlottesville merece mais do que o repúdio. De nós, brasileiros, serve como alerta. Pois infelizmente está mais perto do que imaginamos.

Aqui no Brasil, um deputado federal do Mato Grosso chegou a citar o guru dos ultradireitistas brasileiros em seu voto a favor do golpe contra Dilma. Naquela votação vergonhosa do impeachment, ano passado, o deputado elogiou o ex-astrólogo que foi morar nos EUA e agora vive de bestsellers da extrema-direita vendidos nas livrarias brasileiras.

Aqui no Brasil, um fascista que é deputado federal há 26 anos usou a mesma votação contra Dilma para homenagear um conhecido torturador, o tal coronel Ustra.

Aqui no Brasil, esse mesmo deputado medíocre (aprovou somente dois projetos nos seus 26 anos de carreira de parlamentar!), conhecido como Bolsonaro, recebe o apoio de um número crescente de fanáticos. Não por conta de um projeto, já que não tem nenhum, mas apenas porque condena mulheres, negros, gays, além de programas sociais como o Bolsa Família.

Aqui no Brasil, a caixa de comentários dos portais de mídia mais populares está cheia de defensores da tragédia humanitária ocorrida em Charlottesville. Não por acaso, todos esses comentários fascitas têm em comum o apoio ao tal deputado.

Aqui no Brasil, no Rio, um trabalhador foi hostilizado apenas porque nasceu na Síria. Há três anos, Mohamed vende esfihas e doces típicos em Copacabana. Dá duro diariamente para se sustentar desde que fugiu da guerra em seu país. Mas apenas por ser imigrante, e pobre, foi “condenado” pelo neonazista brasileiro.

Aqui no Brasil, a turma do Bolsonaro, resolveu criar um programa educacional, o Escola sem Partido. Nesse Escola sem Partido, recomenda-se não falar da escravidão no Brasil. Tampouco das torturas durante a ditadura militar. Ensinar História, para eles, seria coisa de “comunista” “bolivariano” esquerdopata”…

O fascismo é uma idiotice, não dá dúvida. Mas convém não subestima-lo. Charlottesville está mais perto do que pensamos. É preciso dizer NÃO aos racistas, fascistas, neonazistas e ultradireitistas brasileiros. #SempreNaLuta

 

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