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Cemig e Oi: Como o Brasil do golpe trata mal as empresas públicas e alivia para as privadas

02/10/2017

 

Repare a paciência do Brasil do golpe com as empresas privadas e compare com as públicas e você terá uma boa amostra das prioridades dos donos do poder atual no Brasil.

Observe o caso da Oi, empresa que tem entre seus acionistas atuais a Bratel, o Goldman Sachs e o Bank of America. Conta com toda a paciência do governo e do judiciário na tentativa de barrar o fim da sua concessão, pedida por um conselheiro da Anatel. A Oi está mergulhada em dívidas, processos de usuários insatisfeitos com o serviço, e, após mais de um ano após seu pedido de recuperação judicial, continua sem apresentar perspectivas favoráveis. Apesar disso, na semana passada a Anatel optou por adiar a análise do processo para cassar a concessão.

Compare agora com a Cemig. Empresa que contabiliza lucro anual regularmente. Maior empresa de Minas, emprega milhares de pessoas, direta ou indiretamente. Participa de atividades culturais, sociais e econômicas da vida mineira. E tinha quatro de suas hidrelétricas com concessão da União a vencer. O governo Temer não quis saber de diálogo e vendeu por mixaria as usinas a empresas multinacionais. Na Justiça, os órgãos superiores ignoraram a convergência de opiniões em Minas Gerais, todas contra a venda das usinas, e evitaram sequer dar uma liminar a favor da Cemig.

Este é o Brasil do golpe — um golpe que não apenas “foi”, mas “é”. Um Brasil que dá perdão de R$ 338 milhões para o Santander e de R$ 25 bilhões para o Itaú. O Brasil do golpe também optou por abrir mão de R$ 10 bilhões em arrecadação nos próximos anos com o alívio de dívidas dos grandes proprietários rurais.

O golpe é onipresente e ter consciência disso é fundamental para sua superação. Estaremos sempre na luta!

Rogério Correia,
deputado do PT

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