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Bolsonaro em Davos resumido em três segundos


A fotografia eterniza o segundo. O fiasco de Bolsonaro em Davos, na Suíça, foi sintetizado por três imagens que correram o mundo. Elas resumem o fracasso bolsonarista no evento.

O VÔO DOS DESLUMBRADOS
A imagem do ministro Sergio Moro tentando disfarçar o deslumbre no avião presidencial diz muito. Estão lá Moro, o chanceler Ernesto Araújo, o ministro Paulo Guedes e Bolsonaro pai – como não poderia deixar de ser, um dos filhos, o Eduardo, também é retratado na foto oficial. Lê-se na imprensa que, no instante exato do disparo do fotógrafo, Bolsonaro, que fala ao celular, estaria com Flávio Bolsonaro do outro lado da linha. Moro esparramado na poltrona tenta transmitir naturalidade, mas não cola: o meio-sorriso não é espontâneo (ele sabe que está lá como advogado informal da família Bolsonaro, mais do que como ministro de Estado). Nas mesinhas do avião, aqueles mimos comuns aos convescotes de ricos. Há dez anos, a turma de Bolsonaro criticava o avião presidencial, apelidado por eles de “aerolula”. Pura hipocrisia: os registros fotográficos da viagem a Davos revelam instantes de puro encantamento da turma. Parecem novos ricos desfrutando a viagem a Miami paga em 12 parcelas.

O ALMOÇO MAIS CARO DA HISTÓRIA
Talvez Bolsonaro quisesse aplicar mais uma de suas “fake news”, transmitindo a ideia de “gente comum” almoçando num bandejão em Davos. O jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, captou porém o verdadeiro significado: o almoço mais caro da história. O instante retratado por Daniel Rittner, fotógrafo do jornal carioca, mostra o presidente eleito da oitava economia do mundo bebendo e comendo sozinho (abandonado?). “Em vez de aproveitar a oportunidade para se encontrar com pelo menos um dos 70 chefes de estado ou ao menos um das centenas de grandes investidores presentes, Bolsonaro preferiu conversar com ele mesmo”, lembra Jardim. A foto é daquela leva populista, como a do presidente tomando café em copo americano ou comendo pão com leite condensado. Agora o bandejão… Não engana mais: o escândalo Queiroz/milícias já demonstrou a verdadeira vida de três décadas da família de deputados. E ela não combinada nada com um bandejão “self-service” de supermercado…

OS PRIMEIROS SINAIS
Bolsonaro foi recebido com protestos feitos por suíços, europeus em geral e brasileiros que moram na Europa. Eles foram a Davos dizer “não” ao fim dos direitos trabalhistas, ao desrespeito à diversidade, ao ataque ao meio ambiente, à entrega das estatais… Que sirvam de inspiração aos brasileiros, pois apenas com mobilização popular será possível brecar as trambicagens de Jair e sua família Bolsonaro. Teremos a tarefa de lutar pela democracia, em risco com a militarização do governo já desgastado. Tal tarefa impõe mobilização social e popular, único antídoto eficaz contra retrocessos nos direitos, autoritarismo das elites e entreguismo do país e nossas estatais.

Rogério Correia, deputado federal eleito
Mandato Sempre na Luta
#CPIdoBOZOqueiroz

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