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Assembleia culpa o sistema eletrônico e não vai investigar

Oposição reclama providências por parte da direção do Legislativo

DANIEL LEITE
 

Mesmo com os pedidos de apuração feitos pelos deputados sobre as possíveis fraudes nos votos de três parlamentares durante a reunião plenária de anteontem, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas preferiu culpar eventuais falhas no sistema tecnológico que registra a votação na Casa.
Em nota oficial divulgada ontem, a Mesa Diretora informou que, por se tratar de um fato inédito, novas medidas serão adotadas a partir de agora, “no sentido de garantir ainda mais o sigilo das votações em plenário”. Uma delas é o início de um estudo para a implantação de uma nova tecnologia a ser usada no processo de votação, como o sistema biométrico e a emissão de novas senhas para todos os parlamentares.
A confusão em relação à fraude teve início na quarta-feira, depois que o deputado Adelmo Leão (PT) percebeu que o seu colega Arlen Santiago (PTB) teve voto computado sem que estivesse em plenário. Após o petista anunciar o erro, outros deputados perceberam que o mesmo havia acontecido com os nomes de Antonio Carlos Lerin (PSB) e Juninho Araújo (PTB).
Os deputados, que suspenderam a sessão e reiniciaram a votação, chegaram a acusar que a falha seria uma manobra dos parlamentares que integram a base governista para conseguir aprovar projetos de interesse do Executivo.

Segundo a nota da Assembleia, “não houve qualquer prejuízo ao processo legislativo”, porque a votação questionada foi anulada e refeita.

Desconfiança

O clima de desconfiança tomou conta da Assembleia após a reunião e se manteve na Casa no dia de ontem.
Alguns deputados, que não quiserem ser identificados, desconfiam que a irregularidade não foi cometida por nenhum dos parlamentares que ocupavam o plenário, uma vez que, durante a votação, nenhum deles teria deixado a mesa onde fica o terminal de registro de voto. A afirmação insinua que a manobra poderia ter sido feita na Mesa Diretora, onde existem nove terminais.
Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, as senhas de cinco números recebidas por cada deputado só podem ser utilizadas apenas uma vez a cada votação. Para que um parlamentar vote por outro, ele precisa mudar de terminal e digitar outra senha.

Fonte: Folha de São Paulo

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