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Acordo Vale/Zema: deputado solicita ao TJMG que nada seja assinado até que os atingidos de Brumadinho sejam ouvidos

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), coordenador da Comissão Externa criada pela Câmara dos Deputados para acompanhar o acordo entre a Vale e o governo de Minas, enviou nesta quarta (20/1) ofício ao presidente do TJMG, Gilson Soares. O parlamentar solicita que a homologação do acordo, marcada para ocorrer amanhã (quinta 21/1), não ocorra até que os atingidos de Brumadinho, vítimas do rompimento da barragem da Vale há dois anos, sejam ouvidos.

“É inaceitável que as famílias atingidas, que perderam vidas, casas e pertences, não sejam ouvidas em um momento como esse”, diz Rogério Correia. O ofício enviado pelo deputado ao TJMG também foi encaminhado à Assembleia Legislativa, que igualmente acompanha o assunto.

Dentre as reivindicações dos atingidos está um programa de transferência de renda no prazo de dez anos, período estipulado para recuperação ambiental, econômica e social da região. E que nesse período se mantenham a assistência técnica e os convênios científicos feitos com a UFMG e outras instituições.

O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, teve mais de 200 mortos e quase uma centena de desaparecidos, figurante entre as maiores tragédias brasileiras. No ano passado, como relator da CPI de Brumadinho em Brasília, Rogério Correia incluiu no documento final, aprovado por unanimidade na Comissão, o indiciamento de 22 diretores e engenheiros da Vale, além da empresa alemã Tüv Süd, responsável pelo laudo de estabilidade da barragem.

“Um acordo entre o governo Zema e a Vale, fechado sem a participação das famílias atingidas pelo crime da mineradora é acima de tudo algo indecoroso”, diz o deputado mineiro. “O que pedimos é nenhum entendimento seja homologado sem que essas famílias tenham um prazo para conhecimento da proposta, bem como outros integrantes da sociedade civil, como os parlamentos federal e estadual.”

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