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Uma semana decisiva e seis pontos para um programa popular

Mais uma semana decisiva que se inicia. O governo Bolsonaro encontra-se sob as cordas, em processo de isolamento. Tenta esboçar alguma reação mas, como não poderia deixar de ser, faz isso da pior forma possível, radicalizando a tendência autoritária que é sua marca inapagável.

Neste fim de semana, realizamos um importante debate em seminário do Muda PT em Minas Gerais, no qual abordamos a conjuntura política nacional. Estávamos lá parlamentares do estado, lideranças comunitárias e sindicais e militância em geral.

Bolsonaro sabe que está isolado e parte para a chantagem: criou uma situação de guerra, acenando para a luta política nas ruas. Por isso mesmo não podemos recuar, nós do campo popular. Devemos priorizar as manifestações populares, como o 30M, que tem tudo para ser maior que o já histórico 15M. E, naturalmente, a grande greve geral de 14 de junho, quando trabalhadoras e trabalhadores de todas as categorias vão se juntar aos estudantes e professores na luta contra o governo extremista de direita.

As elites sabem que dificilmente Bolsonaro obterá êxito com sua manifestação do próximo domingo 26 de maio. O número de pessoas nas ruas a defender o governo fascista não fará frente à multidão do 15M, tampouco à nova concentração de pessoas no 30M.

Tanto sabem disso que já esboçam uma alternativa de “coalizão”. Daquelas “coalizões” que bem conhecemos, pois tão comuns em nossa história: daquelas que reúnem grupos e pessoas para a defesa dos privilégios dos mais ricos, dos projetos a perpetuar a má distribuição de renda que infelizmente caracteriza nosso país.

Provavelmente com Mourão, tentarão escantear Bolsonaro (de resto, um incompetente até para defender o programa da ultradireita) e radicalizar o projeto neoliberal no Brasil, com uma reforma da Previdência que na prática acabará com a aposentadoria dos pobres, executará privatizações e a entregará o patrimônio do país aos estrangeiros.

O PT e o campo popular precisam apresentar suas alternativas. Modestamente, apresento seis sugestões de um programa a serem debatidas:

1) Defesa da educação pública da creche à universidade, sem cortes.

2) Defesa do SUS.

3) Defesa da previdência pública. Isso significa dizer “não” à PEC 06 enviada por Bolsonaro ao Congresso. E significa defender o modelo de previdência solidária adotado no Brasil e Europa, com êxito.

4) É urgente um programa de geração de emprego e renda. Já temos quase 15 milhões de desempregados no Brasil. Saímos do pleno emprego, no fim do governo Dilma, para o número vergonhoso atual, graças às políticas de Michel Temer, depois radicalizadas por Bolsonaro. É fundamental a ação do Estado em obras e programas que gerem empregos. É fundamental e é urgente.

5) Taxação dos bancos, das grandes fortunas, de grandes empresas que destroem o país, como a Vale. Daí virá o dinheiro para sustentar as politicas sociais.

6) Defesa da nossa soberania, do meio ambiente e da alimentação saudável. Enfim, defesa do Brasil, contra os interesses multinacionais que apenas querem sugar nossas riquezas.

Boa semana a todas e todos. Sempre na luta!

Rogério Correia, deputado federal (PT-MG)
Mandato Sempre na Luta
#SomosResistência

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