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5 bombas do advogado Tacla Duran na CPI

30/11/2017

O mandato Sempre na Luta, do deputado Rogério Correia, destaca 5 pontos bombásticos do depoimento de mais de quatro horas do ex-advogado da Odebrecht, Tacla Duran, à CPMI da JBS, que começou na manhã de hoje.

1) DELAÇÃO À LA CARTE
O Ministério Público propôs a Tacla Duran uma “delação à la carte”. “Marcelo Miller (o ex-procurador afastado por Janot) me mostrou uma lista selecionada de parlamentares e perguntou: qual o senhor conhece, qual o senhor pode entregar?”, disse o ex-advogado da Odebrecht.

2) PAGAMENTO POR FORA
Carlos Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, ofereceu a Tacla Duran um desconto de US$ 10 milhões na multa que ele pagaria à Justiça, desde que fosse fechado um acordo para que os US$ 5 mlhões do valor final fossem pagos “por fora”. “Percebi que as preocupações eram estritamente financeiras”, relatou, sobre sua conversa com Zucolotto, por meio de mensagens, que foram enviadas à perícia da CPMI; “O valor seria para ele e para quem estava ajudando ele”, acrescentou.

3) CONTAS NO EXTERIOR OMITIDAS
A Lava Jato omitiu contas no exterior ligadas a investigados. Assim, os recursos não seriam bloqueados pelos investigadores. Uma maneira de pressionar os delatores a dizerem exatamente o que lhes era solicitado pelos procuradores da Lava Jato.

4) PANELA DE CURITIBA
O advogado Tacla Duran também explicou o termo “panela de Curitiba”: refere-se aos advogados com bom trânsito e bom acesso à força-tarefa da Lava Jato. Quando fez as acusações a Zucolotto, de estar traficando sentenças relacionadas à operação, Duran disse ter achado estranha a resposta do juiz Sérgio Moro: “Me chamou a atenção na época o juiz Sérgio Moro ter vindo a público defender o advogado. O advogado não foi ouvido na matéria (sobre o caso publicada pelo Estadão), quem foi ouvido foi o juiz Moro”.

5) CONCLUIO COM A GRANDE MÍDIA
Tacla Duran também falou sobre um concluio dos procuradores da Lava Jato com jornais da grande mídia. Cita o episódio em que foi prestar depoimento às autoridades norte-americanas, em uma reunião em Washington, e os procuradores já tinham em mãos a íntegra de um depoimento em sigilo que teria sido vazado pelo MPF brasileiro ao jornal. “Para a minha surpresa, no dia em que chego a Washington para a minha primeira reunião, tem o vazamento com cópia na íntegra do depoimento do senhor Vinicius Morin, que é o laranja da Odebrecht no Meinl Bank e Antigua Overseas, tomado pelo procurador Orlando Martelo. No dia que chego em Washgton, a cópia do depoimento dele vazou no Estado de S. Paulo, no blog do Fausto Macedo, na íntegra. Os procuradores americanos já tinham a cópia traduzida da matéria”.

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