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21 de abril: deputado protocola projeto para acabar com Bolsa Príncipe

Nada melhor que um 21 de abril, data histórica para os mineiros e para o Brasil, para um projeto de lei que acaba com o que podemos chamar de Bolsa Príncipe. Explicando melhor: muita gente não sabe, mas os herdeiros da chamada “família real” brasileira (embora já há séculos o Brasil seja uma República, não uma Monarquia) recebem dinheiro que vem da cobrança de “laudêmio” pela Companhia Imobiliária de Petrópolis. Laudêmio é um termo jurídico usado como “compensação” devida ao senhorio.

Na prática, o Projeto de Lei 553/20, de autoria do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), propõe a extinção da taxa de 2,5% paga nas transações de imóveis em Petrópolis. Esse dinheiro vai para a Companhia Imobiliária e, por sua vez, encaminhada à família Orleans e Bragança. “É um resquício imperial ainda em voga no Brasil, revelando um privilégio incompatível com os tempos modernos”, diz o deputado Rogério Correia.

O projeto do parlamentar mineiro é também uma resposta à proposição do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL paulista e herdeiro da “família real”, que quer a extinção do feriado de 21 de abril. A data, como sabemos, é uma homenagem à luta dos inconfidentes e particularmente do mineiro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos mais importantes movimentos sociais da nossa história, tendo papel relevante na luta do povo pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.

Não deixa de ser irônico, embora perfeitamente coerente, que um deputado da ultra-direita, herdeiro dos Orleans e Bragança, queira reduzir o simbolismo do 21 de abril, enquanto é beneficiário direto de impostos pagos pelo povo.

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